SER, OU NÃO SER …. EIS A QUESTÃO

 

 

Há quase um mês, no dia 17 de fevereiro, pp, que, com pompa e circunstância, foi dado início à construção de dois novos centros de saúde na cidade de Lisboa, com indicação de que estarão prontos dentro de ano e meio.

A saber:

Centro de Saúde da Alta de Lisboa, Freguesia do Lumiar, que irá servir cerca de 30 400 pessoas, considerando a sua oferta de serviços de saúde à população da Freguesia de Santa Clara;

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Centro de Saúde do Alto dos Moinhos, Freguesia de São Domingos de Benfica, que irá servir cerca de 15 200 pessoas da sua freguesia;

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– Nesse mesmo dia foi inaugurada a Unidade de Saúde Familiar do Areeiro que contemplará cerca de 11 000 utentes.

Aquelas três unidades de saúde, servirão quatro freguesias a uma média de 14 150, ou a uma mediana de 13 100, utentes por freguesia.

A avaliar pelo Censos 2011, a Freguesia Parque das Nações tem mais de 21 000 residentes sem qualquer Centro de Saúde ou Unidade de Saúde Familiar a que possam recorrer.

Em caso de doença teremos de:

(i)                – recorrer a uma das freguesias vizinhas, ou;

(ii)              – sobrecarregar os hospitais públicos, ou;

(iii)            –  pagar  a  hospitais  privados,   sem  que  nos seja feito o retorno dos impostos já pagos, e a pagar, no pressuposto de termos assistência na falta de saúde.

Ainda a este propósito, outra promessa não cumprida: a TRIU, cf a sua génese e plasmado no  Artigo 1º, Nº 2, alínea b), continua a não ser cumprida pela CML.

Aritméticas feitas, a AMEPN só pode, daqui da Freguesia Parque das Nações, tirar o chapéu aos Senhores Presidentes daquelas Juntas de Freguesia que conseguiram mostrar o que é ser um Autarca, com <A> que reconhece e defende quem nele votou.

É assim, por estas e por outras métricas, que se poderá avaliar quanto vale um Presidente de Junta, não obstante ter a seu favor algo que desperdiçou: o pomposo anúncio de criação de 14 centros de saúde para a cidade de Lisboa que foi anunciado pelo, ao tempo Ministro da Saúde, Dr Adalberto Campos Fernandes, quando quis deslocar-se ao Pavilhão do Conhecimento – faz hoje 3 (três) anos – para aqui vir apregoar uma política enganadora.

Política enganadora, sim!

Garbosamente, alegou o então ministro no Pavilhão do Conhecimento, que lhe cedeu o palco, que o facto de o anúncio estar a ser feito na nossa freguesia, não era por mero acaso. E explicou:

Era porque a nossa Freguesia Parque das Nações iria ser a primeira a ter construído o seu centro de saúde, daquele conjunto de 14, justamente pelas promessas feitas e por cumprir desde há tantos anos, pelos políticos que não tinham cumprido a palavra dada. (…)

Como se ele fosse cumprir a sua.

Recordamos as palavras de Sua Excelência, o Ministro, de então, faz hoje três anos:

Não foi por acaso que a cerimónia se realizou no Parque das Nações, freguesia que, … , reivindica há vários anos este tipo de valências.

E mais se noticiou naquela data, faz hoje três anos:

Fernando Medina presidente do município, e o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, vão apresentar hoje, dia 14 de março, às 11h00, no Auditório José Mariano Gago (Pavilhão do Conhecimento), o Programa “Lisboa, SNS Mais Próximo”.   *)

Este episódio traz-nos à memória o ditado português ‘Com papas e bolos se enganam os tolos’:

(i)                – Fomos enganados, sim, como tolos, pelo Governo e pela Câmara porque o ministro e o presidente da edilidade vieram fazer mais uma promessa velada, que não cumpriram, ‘chamando’ tolos aos que acreditaram nas suas palavras: de que o Centro de Saúde do Parque das Nações iria ser o primeiro a ser construído, daquele conjunto de 14;

(ii)               – Fomos enganados, sim, como tolos, pelo Governo e pela Câmara porque, verifica-se agora, vão ser mais uns anos a acumular aos anteriores, em que a nossa Freguesia Parque das Nações tem vindo a ser preterida pelos eleitos (…) governantes políticos;

(iii)             – Temos vindo a ser enganados, sim, como tolos, pelos autarcas desta Junta e desde o engodo eleitoral que, em cerca de dois anos e meio, não têm defendido os interesses desta pobre freguesia, cujas sedes próprias todos nós sabemos identificar.

Hoje, 14 de março de 2020, três anos volvidos sem cumprimento de palavra, fazemos o seguinte saldo:

– Passaram mais 3 anos após a última promessa não cumprida pelo Governo e pela Câmara, e;

 – Passaram cerca de 2 anos e meio sem que o Executivo da Junta de Freguesia Parque das Nações, também neste particular, tenha defendido os interesses das pessoas que nele acreditou e votou.

 Bem sabemos: a culpa não é só destes autarcas…

*) – Apregoaram-nos, naquele dia 14 de março de 2017, fazendo de nós tolos, o seguinte:

Lisboa, SNS Mais Próximo”.

Mas,

a realidade que continuamos a sentir na nossa Freguesia Parque das Nações é:

E, para uma pequena pergunta:

Por que terá sido?

 Uma grande resposta:

Já ‘amanhã’ – em 2021 – mais de 16 800 eleitores, na Freguesia Parque das Nações, iremos às urnas e saberemos votar!

 Agnóstica