Não sejam simplistas.

Quando é que os catedráticos da política, daqui até aos confins, começam a perceber que, cada vez mais, a comunicação é uma ciência?

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Embora o assumam, não basta estar de passagem por um cargo para que logo se fique a saber comunicar.

Os jovens, simplesmente acusados dos desmandos que praticam, porque os praticam daqui até aos mesmos confins dos anteriormente referidos, estão a ser vítimas de uma má comunicação e de uma deficiente forma de transmitir a informação disponível; a da própria realidade.

Se isto fosse simples, tal como é comunicar entre políticos, onde todos falam a mesma linguagem de conveniência e oportunidade, estaria o problema resolvido.

Acontece que os adolescentes e os jovens são mais exigentes e menos calculistas porque têm um horizonte para além de quatro anos.

Uma vez mais se verifica que os governantes, daqui até aos confins, não sabem comunicar com os jovens. Não sabem como falar com eles. Tem-se visto que a mensagem não passa.

Que alternativas lhes propõem para o pós confinamento?

Não têm propostas STOP

Por exemplo:

Dada a impossibilidade de fazer os tão expectáveis quanto ambicionados festivais de verão, que alternativas lhes apontam para este verão? Verão que não têm nada para propor! Porventura nem sequer foi preocupação.

A Economia não pode ficar eternamente confinada. Sabemos.

Mas, se fosse assim tão simples fazer, como simples é propalar:

‘Nós (?) temos de...’;

‘Nós (?) temos que…’;

‘Os portugueses (?) têm de…’;

‘Os portugueses (?) têm que…’.

Novamente o problema estaria resolvido.

Os jovens estão fartos de promessas e, por natureza, não se conformam com palavreado inconsequente. Necessitam de concretizações. Se não as tiverem disponíveis vão, eles mesmos, construi-las com a capacidade que têm, para (re)inventar.

É genético e saudável que assim seja e só não sabe ou não percebe, quem já tiver perdido a memória.

Haveria que consciencializar, de forma pedagógica e descodificada essa faixa etária, para a realidade presente.

Com que eficácia foi transmita a mensagem para que os jovens interiorizassem o real problema presente? ZERO de eficácia, daqui até aos confins!

Não basta viver da política e na política para ficar a saber comunicar para fora da mesma, como se políticos fossem todos, mesmo os que não o querem ser.

Que não se queixem [os políticos], por culpa desta e de outras suas incapacidades, para o facto de não estarem a saber atrair os jovens para a política onde, em cada dia que passa, maior é o divórcio da juventude com aquela classe. É uma realidade. São eles mesmos, os jovens, que o afirmam.

Não se sentem atraídos e vá-se lá saber porquê…

Entretanto, as extremas agradecem – reconhecidas – tal incompetência.

Só não enxerga quem não souber olhar!

Agnóstica